segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Tânia, de Leningrado.

Tânia está triste e sozinha,
Não está em paz.
Tânia está angustiada,
Perdera seus pais.

Tânia não tem porque sorrir,
O mundo está sem graça.
Tudo está destruído:
Sem os amigos da escola,
sem brincadeiras na praça.

Tânia não tem mais lágrimas,
Sua alma foi sugada.
Tânia não tem mais amor,
Pois deixou de ser amada.

Tânia não sabe para onde ir,
Pois parece que nunca veio.
Tânia se sente estranha,
Perdida em devaneio.

Tânia viu bombas e sangue,
Viu gente sofrer.
Tânia teme a vida,
Mas não suporta a ideia de morrer.

Tânia não acredita em céu e inferno,
Apenas em destruição.
Tânia viu todas as cores do mundo,
Sumirem na escuridão.

Tânia está em guerra,
Só não sabe contra quem.
Se é com ela mesma,
Ou com os homens que transportam judeus em trem.

Tânia está em guerra,
Mas não sabe o seu papel.
Não sabe se é pra ser solidária,
Ou simplesmente cruel.

Tânia está morrendo,
Ainda não descobriu.
Será Tânia ainda bondosa,
Ou tornou-se um ser vil?

Acorde Tânia,
Não pode desistir.
Lute pelos de lá,
Lute pelos daqui.

Vamos, Tânia,
Faça o seu melhor!
Stop the nazis,
Stop the war!

Geni.
(Inspirado no livro "O Cerco de Leningrado", de Pierre Vallaud.)

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