Arqueiro.
Entre os bosques ele se esconde,
Espreita por sua caça.
São poucos os que ainda restam,
Dessa sua nobre raça.
Camuflado entre as árvores,
Não teme mal algum.
Mas quem por acaso ousar
desafiá-lo,
Enfrentará um guerreiro incomum.
Aliás, nem guerreiro é
considerado.
Por cavaleiros é desprezado.
Mas se seu arco vier a empunhar,
O inimigo certamente será
eliminado.
Sem honra, pois não serve a
ninguém.
Não cultiva moralidade.
Em castelos, sua figura é
ultrajada.
Mas o povo o clama na cidade.
“Como pode um homem”, perguntam,
“Aniquilar com uma simples tira
de madeira”.
Ah, são poucos os capazes de
entender...
... O treinamento de uma vida
inteira.
Não é soldado, mas de lutar é
capaz;
Não é suserano, mas sabe liderar;
Vive apenas do que a natureza lhe
fornece:
Da fauna e da flora seu coração
se engrandece.
Para sua vida ficar completa,
Falta alguém para amar.
Assim, cheio de esplendor
estaria:
O Arqueiro de além-mar.
Geni.
(Inspirado em trecho do livro “O
Maravilhoso e o Quotidiano no Ocidente Medieval”, de Jacques Le Goff.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário